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Sobre o QSL Bureau...






Alguém dizia, há tempos, que "um QSO só está terminado com a recepção do cartão de QSL".
Não poderia estar mais de acordo.
Quem não se lembra dos bonitos e/ou dos "personalizados" cartões de QSL que recebíamos quando um OM ia a Lisboa e os trazia ou que chegavam num pacote postal à associação. Outros vinham directamente para o P.O.BOX (que fazia muita confusão às senhoras dos CTT...)
Hoje, as coisas são muito diferentes:
- os QSO's ficam, muitas vezes, "incompletos";
- a WEB trouxe, além do email e de outros tantos equalquer_coisa, o eQSL! e "ajudou" à comodidade (?) dos "caloteiros de QSL"!
Também o funcionamento, já para não falar do preço, do QSLBureau da IARU leva a repensar a situação.
Em Novembro de 2009 o novo Secretário da Iaru, Rod Sttaford, W6ROD, numa circular às associações-membro recomendava a entrega do QSL aos não-sócios mediante o pagamento do custo do serviço "that member-societies are strongly encouraged, whenever possible, to provide incoming QSL bureau service to non-members within their operating territory, if such non-members agree to pay the full cost of this service; and if they are not already doing so, to explore appropriate means and methods for delivering QSL cards to non-members". Em Portugal, a data do "aviso" do QSLBureau continua a ser de 30/11/2008!

É para obviar esta disfuncionalidade que, um pouco por todo o mundo, se vão procurando alternativas que permitam, fundamentalmente, reduzir o custo da distribuição e acelerar a entrega do QSL.




Trabalha-se para isso na EURAO, já a operar em França, Bélgica, Espanha e Portugal (em breve em 10 países!) e, agora, na Austrália onde a WIA-Wireless Institute of Australia, a primeira e mais antiga associação de radioamadores do mundo, fundada em 1910, decidiu alterar o circuito de entrada do QSL, criando um P.O.Box único e uma rede interna de 8 QSL Manager para acelerar a entrega dos cartões de QSL.
Também no Radioamadorismo não interessa quem diz que faz, importa quem faça.

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