A Tertúlia tem como objectivo principal:

a) promover acções de carácter humanitário, de ajuda a Radioamadores que dela necessitem e de colaboração na prevenção e combate a sinistros;

b) promover a aproximação entre Radioamadores dos diversos quadrantes.

(Artº Quarto dos Estatutos)


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Divulgação...


Divulgamos a edição de 30/03/2010 do programa CAIXA POSTAL/DXISMO, da RDP Internacional onde foram entrevistados os colegas Rui Romão e João Saraiva da ANARPROCIV.
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Homenagem a CT1DT


Correspondendo à iniciativa da Direcção da ARR - Associação de Radioamadores do Ribatejo temos o gosto de divulgar o Programa da homenagem a CT1DT.

Passe palavra!


MUDANÇA DE HORA - 28 de Março

Domingo, à 01:00 h mude para as 02:00 horas.
Entraremos, assim, na Hora de Verão e até ao último Domingo de Outubro ficaremos com + 1 HORA que a UTC.

UTC vs Local Time

É um tema que muitas vezes gera alguma confusão e que tão simples é de perceber e utilizar.

UTC são as siglas de "Universal Time Coordinated" em Português "Tempo Universal Coordenado". Também se usa o "GMT - Greenwich Mean Time" ou a terminação Zulu.

E porquê da confusão??? Simples....

Como todos sabemos a nossa hora local sofre uma alteração todos os anos por volta dos finais de Março e finais de Outubro. Para nós DXers, é muito fácil saber quando se dá a mudança da hora.

No último fim de semana de Março e DXmente falando, no fim de semana do concurso CQ WPX SSB, a nossa hora sofre uma alteração na noite de sábado para domingo, ou seja, temos que acrescentar uma hora ao nosso relógio e passamos à hora de Verão.

No último fim de semana de Outubro e DXmente falando, no fim de semana do concurso CQWW SSB, a nossa hora local sofre outra alteração, ou seja, retiramos uma hora do relógio e regressamos á hora de Inverno. Estas alterações são alvo de decreto lei.

A hora UTC nunca se altera. É constante, independentemente de ser Verão ou Inverno.

Assim, durante o nossa hora de Inverno (entre o CQWW e o CQWPX) a nossa hora local é igual á hora UTC.
Durante a nossa hora de Verão (entre o CQWPX e o CQWW) a nossa hora local é +1h que a hora UTC.

- UTC igual HORA LOCAL (entre último fim de semana de Outubro e último de Março);
EX: No dia 20 de Fevereiro se a hora local for 08:21, a hora UTC também é 08:21.

- UTC igual -1h que HORA LOCAL (entre último fim de semana de Março e último de Outubro).
EX: No dia 14 de Agosto se a hora local for 23:45, a hora UTC é 22:45.

Em comunicações de DX sejam elas do tipo que forem utiliza-se sempre a hora UTC.

Dxer que se preze tem sempre um relógio com hora UTC na estação.


E utiliza-se a hora UTC porquê?

Imaginem a seguinte situação:
A estação W2ZDL a fazer um contacto com JA1ZDL.
Hora local em New York: 10:00
Hora local em Tokio: 23:00

Se ambas as estações utilizarem a sua hora local, a estação americana registava o QSO como dia 09.10.2010 ás 10:00 e a estação Japonesa como dia 09.10.2010 ás 23:00.

Se as estações usarem log em computador facilmente encontrariam o registo do QSO para responder a um eventual pedido de QSL, mas se as estações ainda utilizarem a caneta e o papel o mais provável que aconteça é que ambas não encontrem o indicativo do correspondente no log, tal é a discrepância de horário entre o log e a QSL. Tudo isto porque foi usada a hora local no registo do contacto.

Mas, com em tudo na vida há um MAS,.... se ambas utilizarem a hora UTC tudo bate certo e nenhuma das estações corre o risco de receber o seu cartão com uma nota: SORRY, NOT IN LOG!!!

73's
QRZ DX???

Fonte: Blog DX em terras de CT's com ligeiras adaptações para 2010.
Postado por João Gonçalves Costa em em ARLA/Cluster

EuroBureauQSL

EuroBureauQSL está crescendo...

Novos pontos de entrada no EuroBureauQSL:

Argentina: GDXBB - P.O. Box 709 - 8000 Bahía Blanca
Bélgica: FRA - P.O. Box 1630 - B-1000 Brussels 1
Chile: FEDERACHI - P.O. Box 9570 - Santiago 21
Espanha: FEDI-EA - P.O. Box 3050 - E-08200 Sabadell
França: URC - P.O. Box 40148 - F-42012 St. Etienne cedex 2
Itália: CISAR (Dessi Paolo) - via Bruzzone 27/3 - 17100 Savona
Portugal: TRGM - P.O. Box 497 - P-3001-906 Coimbra


Em breve novos/mais Entry Point / Pontos de Entrada.
Envie o seu QSL aos Pontos de Entrada, nós fá-lo-emos chegar ao seu destino sem demoras.
Quando recebermos QSL que lhe seja dirigido ele será enviado, sem demoras, à sua associação e você avisado por mail.
Inscreva-se aqui no EuroBureauQSL.
Verifique aqui se tem QSL em trânsito.

Se tiver dúvidas, contacte-nos.

Sobre o QSL Bureau...






Alguém dizia, há tempos, que "um QSO só está terminado com a recepção do cartão de QSL".
Não poderia estar mais de acordo.
Quem não se lembra dos bonitos e/ou dos "personalizados" cartões de QSL que recebíamos quando um OM ia a Lisboa e os trazia ou que chegavam num pacote postal à associação. Outros vinham directamente para o P.O.BOX (que fazia muita confusão às senhoras dos CTT...)
Hoje, as coisas são muito diferentes:
- os QSO's ficam, muitas vezes, "incompletos";
- a WEB trouxe, além do email e de outros tantos equalquer_coisa, o eQSL! e "ajudou" à comodidade (?) dos "caloteiros de QSL"!
Também o funcionamento, já para não falar do preço, do QSLBureau da IARU leva a repensar a situação.
Em Novembro de 2009 o novo Secretário da Iaru, Rod Sttaford, W6ROD, numa circular às associações-membro recomendava a entrega do QSL aos não-sócios mediante o pagamento do custo do serviço "that member-societies are strongly encouraged, whenever possible, to provide incoming QSL bureau service to non-members within their operating territory, if such non-members agree to pay the full cost of this service; and if they are not already doing so, to explore appropriate means and methods for delivering QSL cards to non-members". Em Portugal, a data do "aviso" do QSLBureau continua a ser de 30/11/2008!

É para obviar esta disfuncionalidade que, um pouco por todo o mundo, se vão procurando alternativas que permitam, fundamentalmente, reduzir o custo da distribuição e acelerar a entrega do QSL.




Trabalha-se para isso na EURAO, já a operar em França, Bélgica, Espanha e Portugal (em breve em 10 países!) e, agora, na Austrália onde a WIA-Wireless Institute of Australia, a primeira e mais antiga associação de radioamadores do mundo, fundada em 1910, decidiu alterar o circuito de entrada do QSL, criando um P.O.Box único e uma rede interna de 8 QSL Manager para acelerar a entrega dos cartões de QSL.
Também no Radioamadorismo não interessa quem diz que faz, importa quem faça.

Breve descrição das ionosondas ...

Na sequência do artigo publicado em Maio de 2009, que poderá ler aqui, publicamos novo artigo da autoria do nosso Colega e Amigo Mourato-CT1RK:





Breve descrição das ionosondas e a leitura dos dados mais importantes para o amador de rádio.

Uma ionosonda, é um tipo especial de radar, que emite curtos impulsos electromagnéticos para a ionosfera, ao longo do espectro de HF, normalmente entre 1,6 e 30 Mhz através de uma antena com um diagrama de radiação conhecido e favorável desde a vertical (90º) até cerca de 70º. (abertura de lóbulo normalmente de 60º) para distancias até cerca de 500Km, e em algumas mais elaboradas, principalmente nas digisondas, http://ionosonde.com/VIPIR_Data/URSIGARev5.pdf existe mesmo emissão de impulsos a ângulos baixos, chamada propagação obliqua, para registar (num receptor até 3000Km de distancia) a Máxima Frequência Utilizável ou MUF.
Estas ionosondas através de receptores sincronizados registam a reflexão dos sinais por ela emitidos para a ionosfera, analizam a sua intensidade, e através de processamento digital dos dados recebidos, permitem-nos determinar muitos parâmetros da propagação.


Para o amador que não queira muito detalhe cientifico, um ionograma é uma maneira muito fácil de saber quais as condições de propagação em NVIS , que é o tipo de propagação usado em 40m e 80m, para distâncias até cerca de 400 km, Como tal pode consultar a foF2 ou frequencia critica, que é a frequência a partir da qual, e para ângulos maiores do que 70º, a energia electromagnética não se reflecte e perde-se no espaço. Alem disso muitas sondas modernas permitem tambem determinar a MUF, Máxima Frequencia Utilizavel, a partir da qual normalmente apenas a onda terrestre é utilizável.
Para melhor poder-mos entender e interpretar alguns dados de um ionograma vamos analizar o seguinte exemplo da digisonda de Arenosillo perto de Huelva.


Observando o gráfico salta à vista a frequência em MHz, com incremento da esquerda para a direita no eixo horizontal (eixo X) e a distância em Km a que é possivel comunicar, no eixo vertical (eixo Y) . A presença de 2 grupos de ecos, que se observam no ionograma, um mais acima e outro mais abaixo, é devido ao duplo eco. Este duplo eco acontece, porque a energia de RF, depois de ser emitida reflecte-se na ionosfera e volta à terra. Por vezes, se o sinal for bastante forte, volta de novo a reflectir-se na terra e de novo na ionosfera, voltando desta forma ao receptor, e dando uma indicação de altura das camadas F, normalmente no dobro da realidade, e como tal a indicação de distâncias tambem no dobro para uma determinada QRG. Quanto aos gráficos em si, podemos observar duas cores de pontos, que correspondem ao registo das chamadas frequências ordinárias a vermelho, e extraodinárias, a verde. A definição de frequência Ordinária e extraodinária, está um pouco para além desta simples explicação, e não é muito fácil de entender. Todavia quem quiser queimar um pouco de neurónios, pode aceder aqui http://www.antennex.com/prop/prop0706/prop0706.pdf onde através do trabalho do colega ON5AU, ficará a saber muito mais sobre ionosondas do que eu alguma vez saberei.
Neste contexto, os registos que nos interessam são os pontos vermelhos ou seja a foF1 e foF2. Os pontos verdes representam a frequencia extraodinária fxF1 e fxF2, que não é objecto desta simples explicação. Se reparar-mos verificamos que os pontos vermelhos, começam a subir na frequencia de 7225 KHz, que é a frequencia critica de reflexão, denominada foF2, e a partir da qual para ângulos superiores a cerca de 70º a energia electromagnética perde-se no espaço. Normalmente a frequência optima de trabalho situa-se 10% abaixo deste valor de foF2. O ponto de reflexão na camada F1 situa-se geralmente numa frequência inferior à F2 e neste caso é o deep anteriro a 7225 Khz que se situa em cerca de 3850 KHz. e é representado por foF1. Curiosamente este valor é mais notório no registo do eco. No entanto a linha escura que acompanha os registos fo e fx, e que representa a média dos valores registados, (através da relação da densidade de electrons da camada, com a altura virtual) tambem indica claramente esse valor. No lado esquerdo do eixo dos X, podemos ver que a frequencia minima de reflexão se situa em cerca de 1,3 MHz. Este valor é um tanto dependente do grau de absorção da camada "D", que está activa durante o dia solar.
Ao fundo da imagem encontram-se em valores aproximados, a relação da frequência com as distâncias possiveis de trabalhar. No exemplo podemos ver que para efectuar uma comunicação a 100km ou menos, podemos utilizar uma QRG até 7,8 MHz. Se necessitamos de comunicar a 600 Km a QRG pode ir até aos 9.0 Mhz e nos 30m (10 MHz) podemos fazer contactos a cerca de 800Km mas não a menos. Nos 20m podemos ver que estações acima de 1300/1400 Km já são perfeitamente acessiveis., e que podemos utilizar os 24 Mhz (12m) para fazer contactos acima de 3000Km.

Acrónimos anexos ao gráfico

2 - hmF1: --- Altura da máxima densidade de reflexão da camada F1
3 - hmF2: --- Altura da máxima densidade de reflexão da camada F2
4 - h F2: ----- Altura minima virtual da camada F2
5 - MUF: ----- Máxima frequência utilizável
6 - Fmin ---- Minima frequência utilizável em skywave.(reflexão ionosférica)
7 - foF1 ----- Frequência critica de reflexão da camada F1
8 - foF2 ----- Frequência critica de reflexão da camada F2


Depois de se passar pela grey line, (linha de separação da noite e do dia) as camadas F1 e F2 desaparecem, dando origem a apenas uma camada "F". A partir dessa altura a foF2 baixa considerávelmente e acaba por se situar apenas um pouco acima do valor onde estava a foF1. Nestas condições, bandas que durante o dia servem para comunicar em NVIS, podem ficar transformadas em bandas de DX e só se conseguir contactos a distâncias superiores a 1000 ou mais Km. Os 40m são especialmente favoráveis à ocorrência destas condições, e mesmo os 80m a determinadas horas da noite, tornam-se dificeis para comunicações NVIS.
Espero ter contribuido mais uma vez para ajudar os colegas menos elucidados nestas coisas da rádio, com esta breve e simples quanto possível explicação, que não tendo grande aprofundamento cientifico, pois os leitores alvo em principio não serão pessoas formadas em técnica radioelétrica, será pelo menos uma ajuda para a interpretação desta util ferramenta que são as ionosondas, e que se encontram à nossa disposição na internet.


Antenas de ionosonda







73 de CT4RK